terça-feira, 23 de fevereiro de 2010



















O blog dela pobrezinho, tão abandonado. Tão cão sem dono.
E o que é na vida dela que consegue passar a fase da euforia?
A faculdade não?
Mas também que outra coisa na vida ela sabe fazer?
E assim a coisa funciona desde sempre, desde que ela se entende por gente, até hoje em dia quando ela se enxerga um adulto em desenvolvimento. E se assusta com o que vê. E se assusta com o que prevê. E o que fazer?
Assim funciona com ela, conhece algo/alguém/etc., se apaixona, sofre, se lambusa (com moderação, ela não sabe exceder limites), chora, sorri, não se cabe. E de repente a agonia toma conta. Já não sente. Já nem ao menos chora, ou até chora, de desespero, chora na tentativa de derramar a mesma lágrima que derramava quando o estado de euforia era uma constante.
E como podemos encontrar o problema? Quem sabe assim pode-se cortar o mal pela raiz. Oras como se ela lá soubesse como cortar as coisas pela raiz. Desapegasse com facilidade isso sim, mas cortar o mal assim abruptamente pela raiz lhe parece frio demais. Frio, quem ela pensa que é pra falar de frieza. Segundo pessoas a sua volta ela é o próprio iceberg, uma geleira camuflada em meio a sorrisos congelados.
Leu a pouco tempo que, avião nenhum pousa em aeroporto fechado, e se pôs a pensar a cerca de, será esse o problema? Será que esse aeroporto finge estar de portas abertas, finge tão bem que engana a si mesmo? Será que esse fingimento todo não é uma tentativa de manter o iceberg lá? E se alguém não merecedor destruir o gelo? Perguntas, perguntas, delírios ou só reflexo dos anos acreditando que saber ser só bastaria. E agora José? A festa pra acabar precisa começar, não?