Esperou a saída do último porto seguro. Sozinha em casa. Na companhia de espumas e canções tristes. Pôs-se a chorar. Tentou na mistura de lágrimas e espuma lavar a alma, o coração. Dizem que somente quando se esta suficientemente distraído é que as coisas boas acontecem, não? Precisava então se livrar de determinados pesos, caso contrário jamais se distraíria e as tais borboletas jamais encontrariam o tal jardim. O choro insistia em continuar, talvez o peso fosse maior do que se pensava, talvez fosse só vontade mesmo.
Pronto borboletas, venham quando julgar melhor. Invandam o jardim, o estômago, a vida.

