domingo, 12 de dezembro de 2010

Parte da gente

Sabe...
Você me cabe...
Eu sou aquela pessoa,
Que você pode....
Mesmo,
Que eu me arrebente...
Quero ser parte da gente,
Ser eu sozinho acabou.



Max Viana - Parte da Gente

sábado, 11 de dezembro de 2010

Nosso Mantra


Ultimamente certas lembranças têm invadido minha mente.
Sim. Disse que me livraria dos pesos, daria abertura, permitiria que as borboletas se aproximassem. Não é simples.
“Boa noite. Dorme com Deus. Sonha com os anjos e comigo.”
“Te amo. Te adoro. Te quero.”
Engraçado, essa é minha lembrança mais românctica, a dois claro, pois quanto as que partiam do lado de cá existem inúmeras, um acervo infinito. Adolescentes.
Mas esse mantra repetido em todas as despedidas noturnas, me invadiu a cabeça tem um tempo, não sei por que, nem entendi de onde surgiu.
No entanto tem me tirado pequenos risos, é como se fosse a esperança dizendo, nem tudo ai dentro é pedra, ou lama. Existe sim, por dentro da casca grossa algo belo.
Junto dele, e lembranças nem são meu forte, vem imagens. Rostos, olhares apaixonados, o brilho que paira sob os que começaram a amar.
Em que momento ele passou a ser nosso mantra? Como repetidas noites não nos fizeram enjoar dele?
Entre nós nada mais existe. Fato consumado. Mas, por carinho talvez, eu repetiria nosso mantra eternamente.

domingo, 28 de novembro de 2010



Esperou a saída do último porto seguro. Sozinha em casa. Na companhia de espumas e canções tristes. Pôs-se a chorar. Tentou na mistura de lágrimas e espuma lavar a alma, o coração. Dizem que somente quando se esta suficientemente distraído é que as coisas boas acontecem, não? Precisava então se livrar de determinados pesos, caso contrário jamais se distraíria e as tais borboletas jamais encontrariam o tal jardim. O choro insistia em continuar, talvez o peso fosse maior do que se pensava, talvez fosse só vontade mesmo.


Pronto borboletas, venham quando julgar melhor. Invandam o jardim, o estômago, a vida.





domingo, 24 de outubro de 2010

Colecionando promessas



Um pouco cansada de encontrar pessoas pouco dispostas a cometer loucuras de amor.
Cansada de passar pelas vidas e não deixar marcas.
De sempre compreender, muito ofertar e pouco receber.
Palavras, deve haver por aqui um baú cheio delas.
São promessas, juras, elogios e exageros.
Atos. E os atos? Não há baú.
Nem ao menos um pequeno porta-jóias seria necessário.
Por aqui só se coleciona promessas.



sábado, 24 de julho de 2010

Ao som

Dois Barcos - Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo

Quem bater primeira dobra do mar
Dá de lá bandeira qualquer
Aponta pra fé e rema
É, pode ser que a maré não vire
Pode ser do vento vir contra o cais
E se já não sinto teus sinais
Pode ser da vida acostumar

Será, Morena?
Sobre estar só, eu sei
Nos mares por onde andei
Devagar
Dedicou-se mais
O acaso a se esconder
E agora o amanhã, cadê?

Doce o mar, perdeu no meu cantar
Só eu sei
Nos mares por onde andei
Devagar
Dedicou-se mais
O acaso a se esconder
E agora o amanhã, cadê?

Estranhez



Parece estranho. Minto é estranho.
São quase 5 da manhã, e aqui estou em frente a tela do computador, única fonte de luz no quarto, quarto que não é meu, lendo coisas que não são minhas, ouvindo músicas que apesar de não serem minhas, são pelo menos minha cara, esperando por alguém que não virá.
E quando a gente sente muita falta de determinada coisa/ sentimento, quando a gente passa anos sem saber como se entregar, qualquer possível distração parece valer a pena, quando as quase 5 da manhã você se pega esperando por alguém que não virá então? Tais distrações parecem mesmo valer a pena.
Paro pra pensar e parece completamente desnecessária essa confusão interior toda.
Na verdade não é desnecessária não, pelo contrário, graças a tal confusão certos questionamentos fazem a casca grossa dar um leve amassada, o velho ditado “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, já é um começo não?
Porém nem só de reflexão vive o homem, certo?
Parece-me próxima a tal hora de agir.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Pequenos achados


Papeis de carta que remetem aquelas tardes em que juntas elas escreviam gigantescas cartas de amor destinadas aos seus respectivos pares.
___

Com ele minhas melhores viagens. Dentro ou fora de aviões. Sob o asfalto das estradas ou o gramado do nosso quintal.
___

Gostos dos seus cílios de boneca.
Ela sorriu.
Gosto do seu sorriso.
Ela ficou acanhada.
Gosto da sua timidez
Ela ficou séria.
Gosto do seu olhar assim penetrante.
Ela se rendeu.
Gosto de você assim derretida em meus braços.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Aquela redação. . .

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ELA. diz:
Preciso fazer uma redação desgraçada sobre 'quem está preparado para amar'

EU penso:
Háá, quem está preparado para amar? E quem é que sabe o que é amar?
Alias o meu amar é diferente do amar do João, que não parece em nada com o amar da Maria e assim vamos vivendo, cada um amando à sua maneira.
Logo o meu estar preparado para amar requer pré-requisitos diferentes dos de João ou Maria. Pré- requisitos? Falando assim até parece que começar a amar é algo que precisa de processo seletivo, entrevistas e avaliações do pessoal do RH e toda aquela burocracia conhecida.
E não á assim que a coisa tem funcionado? Ou sempre funcionou né? Antes o cidadão tinha de ser de boa família, ter bens e coisa e tal para que o pai se sentisse seguro ao conceder a mão da filha querida. Hoje procuramos seres que tenham o máximo de semelhança possível com nosso estilo de vida, a fim de se aborrecer menos. Relacionamentos já não são fáceis, então melhor que seja com alguém mais minha cara, não?
Talvez estar preparado para amar, seja somente estar aberto. Seja estar ciente de que sim, aquele rapaz que fala a sua língua, que te faz sentir-se bem, que enche sua bola, que te apóia e tudo mais, pode ser a sua alma gêmea, sua outra metade (pra quem acredita nessa história de metades), mas dá mesma forma que pode ser ele, pode ser um fulano qualquer que um dia vai cruzar teu caminho, te tirar de órbita mesmo sendo seu oposto, te deixar confusa, hora feliz, hora apavorada.
Quem é que sabe? Eu não sei.
Como diz Vinicius “E se mais do que minha namorada / VOCÊ QUER SER MINHA AMADA/ Minha amada, mas amada pra valer/ Aquela amada pelo amor predestinada/ Sem a qual a vida é nada/ Sem a qual se quer morrer/ VOCÊ TEM QUE VIR COMIGO/ Em meu caminho/ E TALVEZ O MEU CAMINHO/ SEJA TRISTE PRA VOCÊ.”

Inspiração: Karen ;)
Falando nela, PARABÉÉNS minha flor!

terça-feira, 30 de março de 2010

amoras



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O cenário é comum. Um pé de amoras. Um gramado e alguns outros pés, de outras frutas, no momento menos importantes.
Nenhum desses pés trás a marca, eternizada anos atrás no tronco mais grosso daquele pé de amoras, nenhuma outra fruta daquele gramado ofereceria um suco de cor tão forte, tão bela, tanto que pudesse ser usada, como foi, para substituir a caneta esquecida, tão precisa para poder estampar na pele branca, aquele pequeno verso criado de improviso.
E ali em meio a sombra oferecida pelas folhas e amoras, ele corria a fruta pelas costas, braços e pernas daquela que era sua alma gêmea. E ali deitada a mercê da criatividade e euforia daquele que era a metade da sua laranja, minto, ela nunca acreditou em metades, e essa historia de se completar, enfim, ali com aquele homem, diante daquela cena, digna de quadro, ela se sentia repleta de bons sentimentos, repleta da paixão tão cobiçada, repleta de tudo que representava estar viva.

domingo, 21 de março de 2010


O bom mesmo é escrever logo que acontece. Quais palavras será que viriam em mente?
Desapontamento? Impotência? Não. Não
Provavelmente. Estilhaços, dor, vazio.
No momento do baque, no instante em que se constata ou descobre-se algo, tudo fica mais intenso, inclusive o vocabulário, é a tentativa de externar de forma fidedigna o se passa por dentro.
O coração apertou, a pupila sem dúvida se dilatou, pois mesmo a luz fraca do quarto foi suficiente para incomodar os olhos, olhos que por sinal ficaram marejados, por alguns segundos sentiu que tudo em volta havia parado, na verdade ela foi quem parou, parecia a velha brincadeira de estátua, e talvez fosse assim que ela gostaria de permanecer. Continuar ali sentada evitaria tanta coisa, tanta dor, tantos questionamentos, mas isso seria evitar de viver, e ela não poderia se dar ao luxo de deixar a vida passar, de continuar deixando a vida passar na verdade.
Seja como for, por fraqueza ou pouco querer, é fato que as pistas que a levavam até ele foram excluídas, pouco do que resta fará ela se lembrar.
E que seja assim, ela não sabe mesmo cortar o mal pela raiz.
Cultivar meias-verdades, meias-paixões talvez seja sua diversão.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Aquela antiga crônica


I
A esfinge ao contrário

Ali estava aquele homem prostrado diante daquela tela, olhando para ela como quem esperava um entorpecente, uma morfina para calar alguma dor de algum vazio que ele carregava. Ela era uma espécie de bar woman de versos, Ele bebera do seu on the rocks de letras e gostava da sensação da embriaguez.Ele sempre voltava para bebê-la, fatiada em linhas. Ela costumava se despedaçar e despir-se escandalosa e generosamente para quem quer que quisesse lê-la. De suas letras brotavam, seda, lama, sofisticação, venenos doces, antídotos, pin-ups santíssimas, freiras obscenas e luxúria, muita luxúria. Ela tinha lascívia por viver.

Ela era uma alma caridosa, dava a todos que tivessem fome com o saciar-se da sua visão de boneca-de-louça, seus olhos transbordantes de doçura, sonhos e sexo desmedido. Ela era uma esfinge ao contrário, sempre a dizer: “devora-me ou decifro-te”. Ele,esperava sua súbita aparição branca, trazendo notícias do seu universo paralelo.

Ela havia lhe confessado que o panaca por quem ela se encharcava, depois de inundá-la, arranhando suas costas em uma parede de um banheiro e, cujo momento ela esperou como uma noiva pura e tonta, lhe confessou que não sabia o que sentia, logo naquele dia, depois que ela escolheu o altar de um banheiro para a cerimônia de consumação de serem uma só carne, um só corpo, e se deu para ele em cerimônia pagã e santa.

Por que ele não penetrou nela a noite inteira, esfregando as suas costas também em tetos, chãos, camas, lençóis? Por que não rasgou as suas costas com os dentes enquanto a possuía com a fome de um tigre? Como conseguiu ter tão pouca fome assim diante daquele banquete de iguarias?


II
Birdcage


Ele havia colocado muitas iscas espalhadas na gaiola multicor. Sabia que ela era um pássaro rebelde. Encheu-o de músicas, cheiros, quadros raros e buquês de letras, suas flores prediletas. Sabia que ela tinha uma fome voluptuosa de tudo que fosse liberdade e que logo apareceria.Suspeitava que seus quadris escondiam asas.

III
INCÊNDIOS, ENCHARCAMENTOS E BEBIDAS QUENTES


Poderia-se dizer-se que tudo nela era vermelho. Ela era um inferno de delícias, ela era um incêndio que caminhava. Ela veio com todas as suas fogueiras, suas promessas de banquete de carne branca e tenra. Ela era um jardim vivo de flores do campo rubras e pecaminosas. Mas, era sua boca carmim que mais o hipnotizava, ela era claramente inflamável, de fácil combustão. Invadi-la deveria ser como engatilhar implosões químicas, maremotos de sabor salgado, encharcamentos de seda vermelha e ilhas róseas, se exibindo como penínsulas narcisistas. Possuí-la talvez fosse pisar em campos de morango com visões de céus psicodélicos de diamantes incandescentes e indecentes. Era ouvir canções que se canta quando a alma flutua ou quer alívio. Seria fartar-se de um sarau onde ele seguraria pelas jarras de suas ancas e beberia algum vinho desconhecido de mortais covardes, de bebidas quentes. Ele a beberia a goladas, queimaria sua garganta como um bárbaro faminto e sedento.


IV
O BOTE

Ele fechou os olhos e a viu cuspindo poemas numa folha em branco com a boca ávida por letras e línguas. Entrou, nada falou, lhe disse sem cerimônia:

- Abra suas folhas baby, suas pernas. Hoje eu quero ler esse puro e pornográfico livro do teu ser. Escrever minha boca em cada canto do teu corpo, riscar com meus dentes em tuas costas letras garrafais dizendo : EIS AQUI UMA MULHER DESEJADA!
 

E sonhou que rasgariam cartilhas de comportamentos, sedas negras, qualquer fio de escarlate que se vestisse, e consumiriam-se no fogo-fátuo e vermelho de tudo. Quebrariam dogmas, tabus, regras, garrafas de vinho, champagnes e martinis.

 
V
O HOMEM QUE AMOU UM INCÊNDIO


Agora ele só pensava em incêndios.Ali estava ele olhando aquela tela mais uma vez. Ela apareceu, e, depois de um longo silêncio cúmplice, lhe disse que tinha medo, mas, com ele, ela queria que chovesse. Deixou-o imaginar que talvez banhassem na chuva.

De longe a cena era original, estranha e bela. Era um homem abraçado a um incêndio debaixo da chuva torrencial.



PS. Não encontrei a fonte do texto, lembro somente que enquanto bailava pelo mundo dos blogs me apaixonei pela crônica, salvei e agora tempos depois, não resisti postei ;) 

quinta-feira, 11 de março de 2010

E aquilo que realmente me traduz em letras, fica guardado.
7 chaves o matem seguro.
7 chaves impedem que entrem em contato.
Talvez essas chaves não tranquem somente escritos.
Como explicar esse querer desmedido. Essa vontade de ter por perto sem nem ao menos saber se a companhia compensa. De onde vem essa angústia do ‘e se’. De repente eu simplesmente idealizei alguém. De repente ele não faria metade do que eu gostaria que fizesse. Talvez nem seja tão bom assim. Sem dúvida a angústia latente em mim, não se reproduz nele. Eu sinto, eu quero, eu espero que aconteça. E então como fico? Passiva? Esperançosa, mas de braços cruzados? E agir de que forma? Começar por onde? Amigos em comum? Relembrar as dicas das revistinhas da época da adolescência que sugeriam descobrir as preferências do ‘gato’? (Ah! Como aquilo era ridículo). Odeio fórmulas prontas. Odeio investidas baratas. Odeio não saber o que fazer. Odeio ainda mais essa sensação de impotência. De fato quando o assunto é coração, é homem e mulher, é conquista, é passatempo que for. As coisas parecem não evoluir. Pelo menos não pra mim.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010



















O blog dela pobrezinho, tão abandonado. Tão cão sem dono.
E o que é na vida dela que consegue passar a fase da euforia?
A faculdade não?
Mas também que outra coisa na vida ela sabe fazer?
E assim a coisa funciona desde sempre, desde que ela se entende por gente, até hoje em dia quando ela se enxerga um adulto em desenvolvimento. E se assusta com o que vê. E se assusta com o que prevê. E o que fazer?
Assim funciona com ela, conhece algo/alguém/etc., se apaixona, sofre, se lambusa (com moderação, ela não sabe exceder limites), chora, sorri, não se cabe. E de repente a agonia toma conta. Já não sente. Já nem ao menos chora, ou até chora, de desespero, chora na tentativa de derramar a mesma lágrima que derramava quando o estado de euforia era uma constante.
E como podemos encontrar o problema? Quem sabe assim pode-se cortar o mal pela raiz. Oras como se ela lá soubesse como cortar as coisas pela raiz. Desapegasse com facilidade isso sim, mas cortar o mal assim abruptamente pela raiz lhe parece frio demais. Frio, quem ela pensa que é pra falar de frieza. Segundo pessoas a sua volta ela é o próprio iceberg, uma geleira camuflada em meio a sorrisos congelados.
Leu a pouco tempo que, avião nenhum pousa em aeroporto fechado, e se pôs a pensar a cerca de, será esse o problema? Será que esse aeroporto finge estar de portas abertas, finge tão bem que engana a si mesmo? Será que esse fingimento todo não é uma tentativa de manter o iceberg lá? E se alguém não merecedor destruir o gelo? Perguntas, perguntas, delírios ou só reflexo dos anos acreditando que saber ser só bastaria. E agora José? A festa pra acabar precisa começar, não?

sábado, 30 de janeiro de 2010

É poesia.

É drama da vida privada.

É comédia a céu aberto.

É novela mexicana.

É piegas. É clichê.

É vida bela.

E é vida. E é bela.


É =]

domingo, 24 de janeiro de 2010

Da gentileza esquecida. . .


I
Prosa regada com característico sotaque do interior paulista.
Senhor: - O mato ta feio.
Ela: - É ta grande!
Senhor: - Deve ter até onça, cuidado.
Ela: (sorri diante de tamanha suavidade)
Segundos depois
Senhor: - Oh! Por aqui está mais limpo.
Ela: (segue seu caminho, pedindo que isso nunca acabe)

II
Elas andam pela calçada. Uma árvore no caminho. Ele vinha de encontro.
Senhor: - As moças por favor.
Elas passam. Ele as cumprimenta segurando seu chapéu
Elas: - Obrigada!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


E na TV Jonathan canta Neurose.
E o peito apertando, apertando querendo vencer um grão de mostarda em pequenez.
De repente uma estranha vontade de sofrer por amor. De sentir aquele misto de dor e alegria. Masoquismo? Talvez. Cada um define como deseja. Para mim necessidade.
Necessidade de sentir a vida pulsando a cada acelerar do coração quando o outro passa por perto.
Necessidade de sentir o peito dilacerar enquanto o outro faz joguinhos de ‘quero, não quero’.
Necessidade de perder noites escrevendo, pensando, quem sabe até chorando, e ter medo que a razão das noites de insônia, um dia tome conhecimento disso.
Necessidade de fantasiar estórias, criar finais felizes, ensaiar declarações de amor, ou mesmo DRs em frente o espelho, na esperança de que seu reflexo se transforme em seu objeto de desejo e tire suas dúvidas num piscar de olhos.
Necessidade de sentir o calor do outro através de um abraço na tentativa de te convencer que é única e que suas indagações não passam de paranóia.
Necessidade de querer alguém mais que qualquer outra coisa/pessoa/etc. , de amar com paixão, sabe? Amar sentindo que sem o outro por perto o chão lhe falta, o ar fica escasso, nada tem a mesma graça.
Necessidade de pela 1ª vez na vida amar com a força e o desespero de um adolescente.
Necessidade de alguém que lhe tire o sono. Que atrapalhe o dia de trabalho. Bagunce a mente. Coloque em ‘xeque’ conceitos, crenças e sonhos para o futuro. Quem deixe sua marca sutil, mas do tipo ‘ferida aberta’, para doer, mostrar-se latente todo tempo. Quem não deixe que os próximos ofereçam melhor e maior prazer e satisfação. Quem se torne ponto de referência, tipo ‘nota de corte’ em todos os quesitos. Toque, afinidade, pele, inteligência, cheiro, sagacidade, química.


Vem me perturbar. Vem me perturbar, não me deixa dormir. Vem tirar meu sono. Não sai da minha cabeça, não. não sai da minha cabeça, não.
Por isso vem me perturbar. Por isso vem me perturbar. Vem tirar meu sono. Vem tirar meu sono. Não sai da minha cabeça, não. Não sai da minha cabeça, não. Por isso vem me perturbar. Vem me perturbar. Vem me perturbar. Vem me perturbar. Por isso vem me perturbar
.”
J.C

sábado, 16 de janeiro de 2010

Beijo e sexo são coisas que não existem. . .


Ela na ponta dos pés. Ele avançando o peito. Ela sem entender como ele imobilizou suas duas mãos com apenas um braço. Ele pressionando o abdômen, colando as pernas, travando o pescoço, puxando o cabelo. Ela asfixiada, querendo ao mesmo tempo fugir e ser pega. O que fazem suas bocas, línguas e lábios, isso não importa. Onde começa o beijo? Quando os lábios se tocam ou quando os pés se levantam? Em que ponto o sexo acaba? Quando ele joga a camisinha no lixo do banheiro ou quando se despedem após o café da manhã? Em qual momento o beijo vira sexo? Eles ficaram ou eles transaram? Se há penetração, é esse o critério? E o sexo oral? É um beijo mais interessante, um melhor uso da boca, ou apenas uma preliminar ao sexo?
Infelizmente não são apenas os adolescentes que pensam sob tais categorizações. Muitos homens encaram suas relações como se fossem moleques aprendendo a beijar. Eles colocam fronteiras e depois, claro, tem dificuldade de ultrapassá-las. Primeiro o beijo, depois tocar o corpo inteiro, depois o sexo. Por imaginar um momento distinto para o beijo, ficam ansiosos (”Qual o melhor momento para avançar?”). Porque supõe que o sexo começa e termina, não sabem o que fazer quando brocham.
O melhor beijo é aquele que não se beija
Às vezes o homem (ou a mulher) quer beijar, mostrar serviço, exibir aquela técnica tailandesa de chupar a língua que leu há anos em um artigo sobre 9 tipos de beijo. Ele quer fazer algo. Antes, porém, ele espera o momento e se move em direção ao beijo. Sua ansiedade o impede de experimentar várias possibilidades. Por exemplo, o que aconteceria se agisse como se o beijo já tivesse acontecido? Ou, se no momento certo para o beijo, não beijasse e seguisse se relacionando noite adentro?
Quem já entendeu que beijo é uma coisa que não existe deixa a energia subir e sempre se surpreende quando o beijo acontece. No primeiro encontro, uma peça de teatro no SESC Avenida Paulista e depois uma longa conversa no Paris 6. No segundo, samba de gafieira, salsa, bolero e forró no Buena Vista Club. A noite inteira colados, suando juntos, às vezes com os lábios a 2 centímetros, mas nenhum beijo. No terceiro encontro, chegam no apartamento dele depois de algumas horas no bar Anhanguera. Quando o beijo acontece, ambos sabem que aquilo que não é um beijo. Ora, beijo seria se tivesse acontecido no segundo encontro. Agora é tarde demais…
O melhor beijo é o que se improvisa quando duas bocas param entreabertas a mílimetros de distância. Beijo respirado. Línguas, lábios e dentes… não. Dos pés aos cabelos, nós beijamos mesmo é com o corpo todo.

O melhor sexo é aquele que não começa
Já vimos que a melhor cantada é transparente: a mulher nunca consegue apontá-la ou localizá-la e por isso não há como se defender. Ela não desconfia que, enquanto ele a corteja, está jogando o jogo mais sujo de todos – fruto da perfeita união entre o homem gentil e o cafajeste. Em vez de se restringir a uma frase, a noite inteira é sua cantada.
Assim como o bom xaveco é invisível, não planejado, assim como um beijo gostoso não se beija, o melhor sexo é aquele que nunca começa e por isso é, desde o primeiro olhar, inevitável.Ela aceita o jantar e mesmo depois de anos nunca consegue entender como foi parar de pernas para o alto na cama dele. “She didn’t know what hit her”. Ele também: agora, suado, sem roupa, mantém a mesma calma que o acompanhou no restaurante. Durante toda a conversa, ele não parou de conduzi-la, atravessá-la, penetrá-la. Quando colocou a camisinha, não foi diferente.
Aliás, o uso de preservativos talvez seja o principal responsável por acreditarmos que o sexo tenha um começo e um fim:
“O mais extraordinário instrumento de controle sobre a vida sexual foi produzido pela Aids, e isso é uma coisa que se fala muito raramente. Tudo bem, camisinha é legal e obrigatório, por mais que o Papa ache que não. O problema é que a maneira de transar mudou completamente. Com camisinha, primeiro você tem que ter uma ereção, depois coloca, depois penetra, depois tem que ficar até gozar, depois tira e joga fora e aí acabou e cada um vai tomar banho. Mas antes disso transar era ficar ali por 20 minutos, pára, bate um papo, toma um café, se beija, se chupa, explora… era uma dinâmica completamente diferente. A relação com o corpo do outro era completamente diferente. As relações sexuais se tornaram caretas e pragmáticas.” –Contardo Calligaris.
É por isso que atualmente os bons amantes, quando não abandonam a camisinha de vez, gastam três, quatro, cinco camisinhas por noite de sexo. Uma massagem, alguns beijos, uma sessão de penetração, água, mais alguns toques, os dois se chupam, outra sessão de penetração, mais água, um breve cochilo, damascos, mais penetração… E as embalagens de camisinha vão se espalhando pelo chão.
O sexo acaba quando paramos por um copo de água? Damascos tem o poder de interromper o coito? Massagem é preliminar? Mas e se eu uso uma extensão do meu corpo para massagear dentro do corpo dela? “Não faça sexo sem camisinha”, dizem algumas campanhas. Como não? Quem falou que o sexo se reduz à penetração?
O que então existe? (para homens)
Você pode passar a noite toda a setenta ou a dois centímetros de distância. Você pode colocar sua língua dentro da boca dela. Você pode tirar a roupa ou não tirar nada. Pode fazer sexo anal ou apenas massageá-la. O que importa é que você se relaciona com ela. Em vez beijo e sexo, há incontáveis modos de relacionamento, interfaces de contato, profundidades de toque.
Pegá-la no colo, beijá-la na boca, bater na cara, conversar, massagear, fazer um 69 em pé, penetrá-la por trás, acariciá-la, respirá-la, lamber seu suor, escrever para ela… É tudo a mesma coisa! Se colocar fronteiras entre olhar, conversar, tocar, beijar e transar, vai ter de ultrapassá-las uma a uma, de modo previsível. Se não enxergar fronteiras, nem ela nem você vai entender como foram parar nessa posição exótica no chão da sala.
Inspire o ar pela boca quando for beijá-la. Puxe lentamente como se quisesse respirá-la para dentro. Não foque a boca dela, relacione-se com ela inteira. Em vez de tentar fazer algo com os lábios e a língua, mova todo o corpo. O beijo acontece por si só. E, quando acontece, ele nunca é um beijo.
Para transar, não use o corpo, penetre o quarto inteiro. Você ouve “Stop this train”, sente o cheiro de baunilha que ficou da barra de massagem, agarra o quadril dela, olha para a janela aberta e mete em tudo isso. Movimenta, invade, faz tremer. De alguma forma, na sua mente, pelos seus cinco sentidos, pelos cinco sentidos dela, a cidade inteira goza.
Por fim, não estranhe se ela também não souber o que acabou de acontecer: “Nossa, o que foi isso?”.

*Aah que difícil um ser humano do sexo oposto que pense assim. Que leia algo do tipo e não pense nas obcenidades de beira de estrada as quais estão acostumados, ou preconceitos arcaicos e machismo em relação as mulheres bem resolvidas.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010


E viva 2010 aê =]

E o novo ano promete ser daqueles. De perder os cabelos. De perder quilos (não por vontade própria). Passar noites em claro (por necessidade ou preocupação). Chorar. Chorar até desidratar. Chorar mais um pouco. No começo por desespero, ou medo. No final por alegria ou talvez decepção e medo novamente. Ano em que usar o dinheiro dos pais será a única forma de concluir tal etapa. Ano em que a vida social deixará ainda mais a desejar. Ano em que estresse, apreensão, correria, euforia reinarão.
Porém como nem tudo nessa vida é espinho rs É claro que espero coisas positivas. Na verdade mais que isso, as boas coisas pretendo conquistar. Sendo assim, pela primeira vez em 21 anos decidi escrever a minha lista de mudanças, melhoras e blábláblás para o ano que acaba de surgir. Não são promessas pois pra mim, promessas de fim de ano têm a mesma valia que as promessas assistidas em épocas de eleição. Devo confessar que não foi nada fácil, talvez eu não tenha grande intimidade com listas. Parando pra pensar nem lista de mercado costumo fazer. Talvez o problema seja a memória.

Enfim. Borá lá:

1.Estreitar laços. Tudo bem, tempo não terei de sobra, mas me esforçarei ao máximo para me fazer presente na vida daqueles que tanto amo.

2. Dar um jeito nessa timidez. A priori para ajudar a não travar no TCC (e é só citar o dito, que a taquicardia começa). Porém as melhoras não servirão somente para 2010.

3. Aumentar o círculo de amizades. Chega de só reclamar. De só maldizer a cidade tranqüila e pacata (para não dizer semopçaodelazerediversão rs) na qual nasci.

4. Aprender a me virar sozinha no centro de Campinas. Pode parecer nada, mas para quem esta acostumado com um centro com 5 ruas (ou nem isso, sei lá), e somente senhores com suas bengalas pelas calçadas, Campinas não é tão simples.

5. Tomar vergonha na cara, e não deixar que a carteira de habilitação continue sendo somente mais um documento na carteira.

6. Ainda nas férias terminar de ler os 2 livros começados. E começar os 2 livros novos.

7. Decidir se encaro ou não o desafio de aprender a tocar violão.

8. Fazer ainda nas férias minha pin-up na panturrilha direita.

A lista poderia ficar imensa. Mas desespero só a partir de fevereiro, não? Por enquanto vamos com calma. Concertar um lado de cada vez, para que as mudanças sejam duradouras.

Então venha com força 2010. Aconteça tão rápido quanto 2009, ou passe com uma mansidão sem igual. Mas venha. Traga boas vibrações, ou motivos para lutarmos por melhoras. Chegue partindo corações, ou curando feridas. Enchendo a vida de paz, ou nos banhando com desassossego. Trazendo estampado na cara o que de fato é importante, ou ensinando isso através dos tombos. Tirando gargalhadas intermináveis, sorrisos abertos. Deixando almas transparentes e dias coloridos. Seja como for mas venha. E deixe como nenhum outro ano conseguiu deixar um gostinho de quero mais. Aquela vontade de que todos os próximos anos sejam pelo menos metade do que este foi.

Como diria Lucas Silveira: E que seja forte, contagioso e incurável. SEMPRE.