domingo, 3 de julho de 2011

"Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços fortes. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo."


Caio F. Abreu, sempre ele. Já dizia aquela amiga: "o escritor que reina em sua estante". Não à toa.

domingo, 26 de junho de 2011


E pensar que essas músicas tristes talvez toquem somente deste lado. E como dizer que a playlist já não é 100% encantada e feliz?
Se você disse uma vez que quando a coisa não fosse só boa e bacana, você partiria e deixaria meu caminho livre.
Não, nem de longe é essa minha vontade agora, ao contrário, queria tanto  repetir as cenas daquelas semanas iluminadas, e não. Não somente as cenas quentes. Mas principalmente as que me despertaram pra esse sentimento estranho que cresceu desajeitado aqui, e agora vive perdido, se sentindo  bobo e rejeitado.
Aquela vibração boa. Aquela abertura na alma e no coração  que eu não me permitia fazia tanto tempo, e que na verdade nada teve a ver com minha permissão ou não, aconteceu por si só e deu no que deu.
E o que fazer com esse medo de estar fantasiando em relação as suas falas? Com o medo de  que todo esse silêncio e ausência sejam  alertas do teu desinteresse que eu venho ignorando, ou prefirindo acreditar que é pirraça, chamado ou coisa que valha, tudo isso para me manter acreditando no que nem sei se tem chances de acontecer.

sexta-feira, 24 de junho de 2011



"Amar, é bem mais difícil do que se pensa
Ficar sem reação, simplesmente pela presença
Faz sorrir, faz chorar, sem saber
faz refém sem prender
faz a gente aprender
a tentar se entender, relevar, compreender
abrir mão, renovar, surpreender" ♪ ♪ 

domingo, 12 de junho de 2011


O dia em que chorei baixinho, e tive vergonha do motivo daquelas lágrimas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ter certos sentimentos despertos por alguém que não poderá sustentá-los. E seguir acreditando que tudo acabará bem!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

E ela sabia o quanto era perigoso sentir-se assim... tão em casa!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Se eu fosse

Se eu fosse um mês, seria: Setembro, lógico.
Se eu fosse um dia da semana, seria: Sexta.
Se eu fosse um número, seria: 2
Se eu fosse uma flor, seria: Girassol
Se eu fosse uma direcção, seria: Sul
Se eu fosse um móvel, seria: Uma cama
Se eu fosse um liquido, seria: Tequila
Se eu fosse um pecado, seria: Luxúria
Se eu fosse um livro, seria: O Pequeno Príncipe
Se eu fosse um carro, seria: Corolla
Se eu fosse uma pedra, seria: Rubi
Se eu fosse um metal, seria: Cobre
Se eu fosse uma árvore, seria: Baobá
Se eu fosse uma construção, seria: Uma casa
Se eu fosse uma fruta, seria: Morango
Se eu fosse um clima, seria: Subtropical
Se eu fosse um instrumento musical, seria:Gaita
Se eu fosse um elemento, seria: Terra
Se eu fosse uma cor, seria: Vermelho
Se eu fosse um animal, seria: Coruja
Se eu fosse um som, seria: o som de uma forte chuva
Se eu fosse uma canção, seria: Feeling Good, Michael Bublé
Se eu fosse um perfume, seria: Amadeirado
Se eu fosse um sentimento, seria: Amor
Se eu fosse uma comida, seria: Uma bela macarronada
Se eu fosse um aroma, seria: Hortelã
Se eu fosse uma palavra, seria: Contagiar
Se eu fosse um verbo, seria: Acreditar
Se eu fosse um objecto, seria: Um baú
Se eu fosse uma peça de roupa, seria: Um vestido
Se eu fosse uma parte do corpo, seria: A pele
Se eu fosse um desenho animado, seria: Tartarugas Ninjas
Se eu fosse um filme, seria: O Fabuloso Destino de Amelie Poulain
Se eu fosse uma forma, seria: De ovos de páscoa
Se eu fosse uma expressão, seria: “Que seja doce”
Se eu fosse uma estação, seria: Inverno
Se eu fosse uma frase, seria: “Why so serious?”

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Vai sim.

No caminhar dos ponteiros do relógio da Central, depois de três ou quatro luas cheias, no dia seguinte em que aquele filme sair em DVD, quando o seu cabelo crescer dois dedos e nascer uma flor no pé de maracujá, vai passar.
Se contar com a companhia de amigos com quem você possa chorar ou dar risada (a escolher) passará mais rápido. Se tiver sorvete de chocolate no congelador passará ligeiro. E se tomar com calda de caramelo passará como um raio.
Às sete da manhã, vai passar. Quando começar a fazer calor, vai passar. Depois que você chorar a última de tantas lágrimas, vai passar. Como um mantra, vai passar.
Eu sei que agora está doendo e que é uma dor tão profunda que fica difícil acreditar que um dia ela não estará mais aí, apertando suas costelas e molhando seus travesseiros. Mas vai passar, eu garanto. Se não for por um golpe de sorte, será por esforço e merecimento. E, se tardar, por necessidade e instinto de sobrevivência, vai passar.
Aí você vai pensar no dia de hoje como se ele pertencesse a uma vida passada, há muito tempo, lá longe. O importante - pode confiar - é que você estará tranqüila, sem o assombro nem os olhos tristes de agora.
Em nome da nossa amizade: vai passar, eu juro - beijo os dedos em xis.
(adaptado de Rosana Caiado)

PS 1. Que passe sem deixar graves sequelas. É só o que desejo. É só o que posso esperar.
PS 2. Através de outras palavras e por outros gestos, foi exatamante essa mensagem que vocês transmitiram ao meu coração ontem.
Obrigada mesmo.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ai Caio Fernando [parte 2]

" Ficar bem nem sempre deixa outras opções. (...) No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se… Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser."

Ai Caio Fernando

" - Uma vitória louca, uma vitória doente. Não era amor. Aquilo era doença e solidão e loucura e podridão e morte. Não era um caso de amor. Amor não tem nada a ver com isso. Ela era uma parasita. Ela o matou porque era uma parasita. Porque não conseguiria viver sozinha. Ela o sugou como um vampiro, até a última gota, para que pudesse exibir ao mundo aquelas flores roxas e amarelas. Aquelas flores imundas. Aquelas nojentas. Amor não mata. Amor não destrói. Amor não é assim. Aquilo é outra coisa."

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Crescendo...

E hoje enquanto buscava formas de te manter presente, me deparei com uma frase, pequena e impactante frase, que me fez em questão de segundos desmoronar. Por tudo que ela envolve e por você tê-la aceito.
Acho que mais por tê-la aceito. Foi para mim como o xeque-mate no xadrez, a hora derradeira num romance.
Entendi, embora não sem dor, de uma vez por todas que assim será.
Este é teu caminho. Tua escolha. Tua tão sonhada felicidade.
Resta a mim o consolo dos bons, e inesquecíveis momentos vividos, sei que muitas circunstâncias se repetirão, porém tantas outras, tão importantes quanto, não.
Alguns sonhos ficarão pelo caminho, mas são meus, eu saberei como ajeitá-los, reinventá-los.
Trilha teu novo caminho. Conte comigo sempre que quiser ou precisar.
Só não me prive de chorar sempre que doer.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011


                                                                                                                         fonte
Dói. E quando acho que enfim esta me deixando, volta. Dói. Nem estratégias, nem razão. Nada disso tem efeito. Continua a doer.

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Havia uma menina. Fios coloridos sendo embalados pelo forte vento. Unhas rosas em dedos trêmulos. Era difícil escrever.
O que ela trazia no peito, de colorido nada tinha. Era no máximo cinza. Isso a incomodava. Não gostava da ideia de trazer consigo sentimentos sem cor. Sem beleza.
Mas o que era cor e beleza? Naquele instante de cegueira não saberia definir.
Aliás do que menos precisava naquele momento era de definições. Queria mesmo se livrar de toda mesquinhez e egoísmo. Para isso devia primeiro aceitar que aqueles sentimentos eram indícios de egoísmo.
Desapego. Era isso, precisava se desapegar daqueles sentimentos.
O primeiro passo talvez fosse parar de justificar a dor. Nada de ‘não é isso, nem aquilo’. É dor oras. Desde quando dor também precisa de justificativas?
O jeito era, como naquele filme, mergulhar na dor, sentí-la e depois jogar fora. Bom seria se fosse simples assim.
E se esse desapego causasse ainda mais distância? Talvez ele fosse a solução para diminuir o abismo na verdade.
Ah o abismo, o medo de que tais sentimentos sem cor trouxessem de brinde um abismo gigante e pior um irremediável abismo.
Deve ser esse ideia assustadora que faz a menina se fechar em seu pequeno mundo (o que, claro, só piora) e em horas de solidão derramar rios de lágrimas. Abismo entre rochas um dia tão unidas.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Falta. . .


E se você pudesse sentir metade da dor que invadiu meu peito aquelas noites, e que acabou fazendo morada, latejando vez em sempre, sem escolher hora ou lugar. Fazendo meus olhos se encherem d’água em meio a conhecidos e desconhecidos. Você entenderia que horas a fio de choro na madrugada não foram suficientes.
Sim, assim como tudo que é movido pela emoção, não se pode ter controle. Dói, seu coração se fecha, seu olhar muda, sua alegria se despede repentinamente e você tenta todos os artifícios para que ninguém perceba. É inútil, falta é falta. Decepção é decepção.

Não me peça para não sentir.