Ultimamente certas lembranças têm invadido minha mente.
Sim. Disse que me livraria dos pesos, daria abertura, permitiria que as borboletas se aproximassem. Não é simples.
“Boa noite. Dorme com Deus. Sonha com os anjos e comigo.”
“Te amo. Te adoro. Te quero.”
Engraçado, essa é minha lembrança mais românctica, a dois claro, pois quanto as que partiam do lado de cá existem inúmeras, um acervo infinito. Adolescentes.
Mas esse mantra repetido em todas as despedidas noturnas, me invadiu a cabeça tem um tempo, não sei por que, nem entendi de onde surgiu.
No entanto tem me tirado pequenos risos, é como se fosse a esperança dizendo, nem tudo ai dentro é pedra, ou lama. Existe sim, por dentro da casca grossa algo belo.
Junto dele, e lembranças nem são meu forte, vem imagens. Rostos, olhares apaixonados, o brilho que paira sob os que começaram a amar.
Em que momento ele passou a ser nosso mantra? Como repetidas noites não nos fizeram enjoar dele?
Entre nós nada mais existe. Fato consumado. Mas, por carinho talvez, eu repetiria nosso mantra eternamente.