sábado, 30 de janeiro de 2010

É poesia.

É drama da vida privada.

É comédia a céu aberto.

É novela mexicana.

É piegas. É clichê.

É vida bela.

E é vida. E é bela.


É =]

domingo, 24 de janeiro de 2010

Da gentileza esquecida. . .


I
Prosa regada com característico sotaque do interior paulista.
Senhor: - O mato ta feio.
Ela: - É ta grande!
Senhor: - Deve ter até onça, cuidado.
Ela: (sorri diante de tamanha suavidade)
Segundos depois
Senhor: - Oh! Por aqui está mais limpo.
Ela: (segue seu caminho, pedindo que isso nunca acabe)

II
Elas andam pela calçada. Uma árvore no caminho. Ele vinha de encontro.
Senhor: - As moças por favor.
Elas passam. Ele as cumprimenta segurando seu chapéu
Elas: - Obrigada!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


E na TV Jonathan canta Neurose.
E o peito apertando, apertando querendo vencer um grão de mostarda em pequenez.
De repente uma estranha vontade de sofrer por amor. De sentir aquele misto de dor e alegria. Masoquismo? Talvez. Cada um define como deseja. Para mim necessidade.
Necessidade de sentir a vida pulsando a cada acelerar do coração quando o outro passa por perto.
Necessidade de sentir o peito dilacerar enquanto o outro faz joguinhos de ‘quero, não quero’.
Necessidade de perder noites escrevendo, pensando, quem sabe até chorando, e ter medo que a razão das noites de insônia, um dia tome conhecimento disso.
Necessidade de fantasiar estórias, criar finais felizes, ensaiar declarações de amor, ou mesmo DRs em frente o espelho, na esperança de que seu reflexo se transforme em seu objeto de desejo e tire suas dúvidas num piscar de olhos.
Necessidade de sentir o calor do outro através de um abraço na tentativa de te convencer que é única e que suas indagações não passam de paranóia.
Necessidade de querer alguém mais que qualquer outra coisa/pessoa/etc. , de amar com paixão, sabe? Amar sentindo que sem o outro por perto o chão lhe falta, o ar fica escasso, nada tem a mesma graça.
Necessidade de pela 1ª vez na vida amar com a força e o desespero de um adolescente.
Necessidade de alguém que lhe tire o sono. Que atrapalhe o dia de trabalho. Bagunce a mente. Coloque em ‘xeque’ conceitos, crenças e sonhos para o futuro. Quem deixe sua marca sutil, mas do tipo ‘ferida aberta’, para doer, mostrar-se latente todo tempo. Quem não deixe que os próximos ofereçam melhor e maior prazer e satisfação. Quem se torne ponto de referência, tipo ‘nota de corte’ em todos os quesitos. Toque, afinidade, pele, inteligência, cheiro, sagacidade, química.


Vem me perturbar. Vem me perturbar, não me deixa dormir. Vem tirar meu sono. Não sai da minha cabeça, não. não sai da minha cabeça, não.
Por isso vem me perturbar. Por isso vem me perturbar. Vem tirar meu sono. Vem tirar meu sono. Não sai da minha cabeça, não. Não sai da minha cabeça, não. Por isso vem me perturbar. Vem me perturbar. Vem me perturbar. Vem me perturbar. Por isso vem me perturbar
.”
J.C

sábado, 16 de janeiro de 2010

Beijo e sexo são coisas que não existem. . .


Ela na ponta dos pés. Ele avançando o peito. Ela sem entender como ele imobilizou suas duas mãos com apenas um braço. Ele pressionando o abdômen, colando as pernas, travando o pescoço, puxando o cabelo. Ela asfixiada, querendo ao mesmo tempo fugir e ser pega. O que fazem suas bocas, línguas e lábios, isso não importa. Onde começa o beijo? Quando os lábios se tocam ou quando os pés se levantam? Em que ponto o sexo acaba? Quando ele joga a camisinha no lixo do banheiro ou quando se despedem após o café da manhã? Em qual momento o beijo vira sexo? Eles ficaram ou eles transaram? Se há penetração, é esse o critério? E o sexo oral? É um beijo mais interessante, um melhor uso da boca, ou apenas uma preliminar ao sexo?
Infelizmente não são apenas os adolescentes que pensam sob tais categorizações. Muitos homens encaram suas relações como se fossem moleques aprendendo a beijar. Eles colocam fronteiras e depois, claro, tem dificuldade de ultrapassá-las. Primeiro o beijo, depois tocar o corpo inteiro, depois o sexo. Por imaginar um momento distinto para o beijo, ficam ansiosos (”Qual o melhor momento para avançar?”). Porque supõe que o sexo começa e termina, não sabem o que fazer quando brocham.
O melhor beijo é aquele que não se beija
Às vezes o homem (ou a mulher) quer beijar, mostrar serviço, exibir aquela técnica tailandesa de chupar a língua que leu há anos em um artigo sobre 9 tipos de beijo. Ele quer fazer algo. Antes, porém, ele espera o momento e se move em direção ao beijo. Sua ansiedade o impede de experimentar várias possibilidades. Por exemplo, o que aconteceria se agisse como se o beijo já tivesse acontecido? Ou, se no momento certo para o beijo, não beijasse e seguisse se relacionando noite adentro?
Quem já entendeu que beijo é uma coisa que não existe deixa a energia subir e sempre se surpreende quando o beijo acontece. No primeiro encontro, uma peça de teatro no SESC Avenida Paulista e depois uma longa conversa no Paris 6. No segundo, samba de gafieira, salsa, bolero e forró no Buena Vista Club. A noite inteira colados, suando juntos, às vezes com os lábios a 2 centímetros, mas nenhum beijo. No terceiro encontro, chegam no apartamento dele depois de algumas horas no bar Anhanguera. Quando o beijo acontece, ambos sabem que aquilo que não é um beijo. Ora, beijo seria se tivesse acontecido no segundo encontro. Agora é tarde demais…
O melhor beijo é o que se improvisa quando duas bocas param entreabertas a mílimetros de distância. Beijo respirado. Línguas, lábios e dentes… não. Dos pés aos cabelos, nós beijamos mesmo é com o corpo todo.

O melhor sexo é aquele que não começa
Já vimos que a melhor cantada é transparente: a mulher nunca consegue apontá-la ou localizá-la e por isso não há como se defender. Ela não desconfia que, enquanto ele a corteja, está jogando o jogo mais sujo de todos – fruto da perfeita união entre o homem gentil e o cafajeste. Em vez de se restringir a uma frase, a noite inteira é sua cantada.
Assim como o bom xaveco é invisível, não planejado, assim como um beijo gostoso não se beija, o melhor sexo é aquele que nunca começa e por isso é, desde o primeiro olhar, inevitável.Ela aceita o jantar e mesmo depois de anos nunca consegue entender como foi parar de pernas para o alto na cama dele. “She didn’t know what hit her”. Ele também: agora, suado, sem roupa, mantém a mesma calma que o acompanhou no restaurante. Durante toda a conversa, ele não parou de conduzi-la, atravessá-la, penetrá-la. Quando colocou a camisinha, não foi diferente.
Aliás, o uso de preservativos talvez seja o principal responsável por acreditarmos que o sexo tenha um começo e um fim:
“O mais extraordinário instrumento de controle sobre a vida sexual foi produzido pela Aids, e isso é uma coisa que se fala muito raramente. Tudo bem, camisinha é legal e obrigatório, por mais que o Papa ache que não. O problema é que a maneira de transar mudou completamente. Com camisinha, primeiro você tem que ter uma ereção, depois coloca, depois penetra, depois tem que ficar até gozar, depois tira e joga fora e aí acabou e cada um vai tomar banho. Mas antes disso transar era ficar ali por 20 minutos, pára, bate um papo, toma um café, se beija, se chupa, explora… era uma dinâmica completamente diferente. A relação com o corpo do outro era completamente diferente. As relações sexuais se tornaram caretas e pragmáticas.” –Contardo Calligaris.
É por isso que atualmente os bons amantes, quando não abandonam a camisinha de vez, gastam três, quatro, cinco camisinhas por noite de sexo. Uma massagem, alguns beijos, uma sessão de penetração, água, mais alguns toques, os dois se chupam, outra sessão de penetração, mais água, um breve cochilo, damascos, mais penetração… E as embalagens de camisinha vão se espalhando pelo chão.
O sexo acaba quando paramos por um copo de água? Damascos tem o poder de interromper o coito? Massagem é preliminar? Mas e se eu uso uma extensão do meu corpo para massagear dentro do corpo dela? “Não faça sexo sem camisinha”, dizem algumas campanhas. Como não? Quem falou que o sexo se reduz à penetração?
O que então existe? (para homens)
Você pode passar a noite toda a setenta ou a dois centímetros de distância. Você pode colocar sua língua dentro da boca dela. Você pode tirar a roupa ou não tirar nada. Pode fazer sexo anal ou apenas massageá-la. O que importa é que você se relaciona com ela. Em vez beijo e sexo, há incontáveis modos de relacionamento, interfaces de contato, profundidades de toque.
Pegá-la no colo, beijá-la na boca, bater na cara, conversar, massagear, fazer um 69 em pé, penetrá-la por trás, acariciá-la, respirá-la, lamber seu suor, escrever para ela… É tudo a mesma coisa! Se colocar fronteiras entre olhar, conversar, tocar, beijar e transar, vai ter de ultrapassá-las uma a uma, de modo previsível. Se não enxergar fronteiras, nem ela nem você vai entender como foram parar nessa posição exótica no chão da sala.
Inspire o ar pela boca quando for beijá-la. Puxe lentamente como se quisesse respirá-la para dentro. Não foque a boca dela, relacione-se com ela inteira. Em vez de tentar fazer algo com os lábios e a língua, mova todo o corpo. O beijo acontece por si só. E, quando acontece, ele nunca é um beijo.
Para transar, não use o corpo, penetre o quarto inteiro. Você ouve “Stop this train”, sente o cheiro de baunilha que ficou da barra de massagem, agarra o quadril dela, olha para a janela aberta e mete em tudo isso. Movimenta, invade, faz tremer. De alguma forma, na sua mente, pelos seus cinco sentidos, pelos cinco sentidos dela, a cidade inteira goza.
Por fim, não estranhe se ela também não souber o que acabou de acontecer: “Nossa, o que foi isso?”.

*Aah que difícil um ser humano do sexo oposto que pense assim. Que leia algo do tipo e não pense nas obcenidades de beira de estrada as quais estão acostumados, ou preconceitos arcaicos e machismo em relação as mulheres bem resolvidas.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010


E viva 2010 aê =]

E o novo ano promete ser daqueles. De perder os cabelos. De perder quilos (não por vontade própria). Passar noites em claro (por necessidade ou preocupação). Chorar. Chorar até desidratar. Chorar mais um pouco. No começo por desespero, ou medo. No final por alegria ou talvez decepção e medo novamente. Ano em que usar o dinheiro dos pais será a única forma de concluir tal etapa. Ano em que a vida social deixará ainda mais a desejar. Ano em que estresse, apreensão, correria, euforia reinarão.
Porém como nem tudo nessa vida é espinho rs É claro que espero coisas positivas. Na verdade mais que isso, as boas coisas pretendo conquistar. Sendo assim, pela primeira vez em 21 anos decidi escrever a minha lista de mudanças, melhoras e blábláblás para o ano que acaba de surgir. Não são promessas pois pra mim, promessas de fim de ano têm a mesma valia que as promessas assistidas em épocas de eleição. Devo confessar que não foi nada fácil, talvez eu não tenha grande intimidade com listas. Parando pra pensar nem lista de mercado costumo fazer. Talvez o problema seja a memória.

Enfim. Borá lá:

1.Estreitar laços. Tudo bem, tempo não terei de sobra, mas me esforçarei ao máximo para me fazer presente na vida daqueles que tanto amo.

2. Dar um jeito nessa timidez. A priori para ajudar a não travar no TCC (e é só citar o dito, que a taquicardia começa). Porém as melhoras não servirão somente para 2010.

3. Aumentar o círculo de amizades. Chega de só reclamar. De só maldizer a cidade tranqüila e pacata (para não dizer semopçaodelazerediversão rs) na qual nasci.

4. Aprender a me virar sozinha no centro de Campinas. Pode parecer nada, mas para quem esta acostumado com um centro com 5 ruas (ou nem isso, sei lá), e somente senhores com suas bengalas pelas calçadas, Campinas não é tão simples.

5. Tomar vergonha na cara, e não deixar que a carteira de habilitação continue sendo somente mais um documento na carteira.

6. Ainda nas férias terminar de ler os 2 livros começados. E começar os 2 livros novos.

7. Decidir se encaro ou não o desafio de aprender a tocar violão.

8. Fazer ainda nas férias minha pin-up na panturrilha direita.

A lista poderia ficar imensa. Mas desespero só a partir de fevereiro, não? Por enquanto vamos com calma. Concertar um lado de cada vez, para que as mudanças sejam duradouras.

Então venha com força 2010. Aconteça tão rápido quanto 2009, ou passe com uma mansidão sem igual. Mas venha. Traga boas vibrações, ou motivos para lutarmos por melhoras. Chegue partindo corações, ou curando feridas. Enchendo a vida de paz, ou nos banhando com desassossego. Trazendo estampado na cara o que de fato é importante, ou ensinando isso através dos tombos. Tirando gargalhadas intermináveis, sorrisos abertos. Deixando almas transparentes e dias coloridos. Seja como for mas venha. E deixe como nenhum outro ano conseguiu deixar um gostinho de quero mais. Aquela vontade de que todos os próximos anos sejam pelo menos metade do que este foi.

Como diria Lucas Silveira: E que seja forte, contagioso e incurável. SEMPRE.