quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Sem chão

Surpesa! É disso que preciso. Algo inesperado, de longa ou curta duração, já não importa mais. Porém, é obrigatório, com intensidade suficiente para me descarrilhar.
Abre parênteses
Chegou meu Leite Derramado do Chico, chegou nossa triologia do Piratas do Caribe *-*
Fecha parênteses

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Sobre a desilusão do quase. . .

“Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda [ai que medo rs], quem quase morreu ainda está vivo, quem quase amou não amou.”SWBS
Essa tal desilusão de um quase! Ainda que tenha quase te beijado, ainda que tenhamos quase chegado lá.
Os meses que antecederam não ficaram no quase. Não tive quase interesse, ele foi verdadeiro. Não foram quase olhares, pelo contrário foram trocas intensas, mais reveladoras que horas de conversa.
Meses de taquicardia, de aperto no coração pela falta, de sorrisos abertos em flor a cada pequeno detalhe.
Meses que não me deixam sentir raiva, ficar triste, quando avisto seus traços nos rostos alheios, nos rostos de pessoas que nem imaginam o que passa pela minha mente enquanto olho pra elas sorrindo, pessoas que não poderiam imaginar a vontade que tenho de correr pra perto delas, puxar um assunto qualquer na tentativa de encontrar mais detalhes seus, e poder dormir em paz, sabendo que em terra alguém tem mais que semelhanças físicas contigo. Por que embora o final não tenha passado do quase, durante a trajetória /caminhada não houve espaço para ‘quase’...nada foi quase feliz, quase envolvente, quase belo, esteve tudo na medida, ah a tal medida que não encontro mais, a tal medida que tem feito falta.
O tal sonho que já não se encobre pela piedade do quase, ele sempre desmorona.

PS1. e enquanto eu escrevo, na vitrola Maria Rita canta Cupido. Queria ter tido a oportunidade de te falar sobre ela, talvez agora ao ouvir essa música a sensação de solidão seria menor.
PS2. Diz que a tal medida um dia volta? Diz que cedo ou tarde vou encontra - lá?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sem mais. . .




"Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia" ♪

sábado, 21 de novembro de 2009

Doce

Eles sentem certa conexão. Ela sabe que ele é diferente. Ele sabe que nela pode confiar.
Colecionar gargalhadas. Se interessar pelo livro com fotos remendadas. Não, não é pra qualquer um.
E tudo que ela queria era viver algo belo e profundo, porém diferente de tudo que estava habituada a ver. Leve como o vôo mais alto de um pássaro. Doce como o mais gostoso mel.
Encontrar alguém que se interesse de fato pelo que esta dentro, alguém que não tenha medo de ir atrás, de conquistar, de procurar, que ouça com ela suas canções favoritas, enquanto deitados na grama brincam de encontrar desenhos nas nuvens, alguém que não desista de cara, na primeira TPM, na primeira contradição/discussão, alguém que espalhe cartazes pelo metro a fim de encontrá-la.
Ela só quer... quem chegue de mansinho, se faça presente, se mostre importante, sem se impor vital, quem sem dizer uma palavra permita que ela lhe beije o canto esquerdo da boca, seguido do pescoço, voltando de forma delicada ao lado esquerdo do rosto para beijar-lhe o olho. Enquanto isso? Olhares e sorrisos que valham mais que qualquer citação de amor.

domingo, 15 de novembro de 2009


Senta-te ao Sol. Abdica.
E sê rei de ti próprio.


Fernando Pessoa

sábado, 7 de novembro de 2009

Sei lá. . .

É estranho sair de casa, encontrar com conhecidos, do tipo que denominamos conhecer de vista, e ver que você estava certa por não fazer parte da porção feminina, da época do ensino fundamental, que passava tardes a fio chorando por não ser tão popular quanto as garotas (hoje conhecidas de vista) do ensino médio.

Ta, não que fosse preciso ser um Einstein para descobrir o fim que teriam, as tais populares, mas eu me orgulho de ter tido personalidade o suficiente para nunca me deixar abalar.

Festas que mais pareciam bacanais? Ser objeto na mão de acéfalos? Viver rodeada de acéfalos? Arranjar confusão por falsos amigos? Entre outros absurdos, considerados o ápice de uma bela vida social... Não obrigada.

É estranho cruzar com as meninas da época e ver seus corpos deformados pelas várias gestações, ou mesmo os meninos absurdamente acabados pelo uso abusivo de tudo o que fosse o mais prejudicial possível ao corpo/saúde. Mas a ‘deformação’ mais gritante, por incrível que pareça, não é a exterior, e sim a interior que fica evidenciada, nos olhares cabisbaixos, por exemplo, na expressão de cansaço ou (e principalmente) amargura. Agora me diz, serviu de alguma coisa viver sem pensar, nem um instante sequer, no amanhã?


PS. sei que são N os motivos (relevantes ou não) que envolvem o exposto acima, mas deu vontade de escrever e ponto. ; )

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Despertei. Parece-me que foi um pesadelo. Um vilarejo. Suspeita de um serial killer. No rádio-relógio três e quarenta. ”Amanhã ainda é terça-feira” é tudo o que eu consigo pensar. Faltam 4 dias e nove horas. No caminho até a cozinha decido qual será o chá. Hortelã. É, essas cadeiras precisam mesmo de uma reforma. A cozinha está quente. Talvez na sacada da sala esteja melhor. Essa brisa. Algo nela me lembra você. Faltam 4 dias, 8 horas e 30 minutos. Ela é leve, mas sua firmeza me refresca. Há estrelas diferentes no céu hoje. Só duas ou três parecem brilhar de verdade, o restante parece se aproveitar da luminosidade das outras. Até no céu isso acontece? Rodopio no ar, sem tirar os pés do chão, até parar em frente ao relógio de madeira, na parede amarela da sala. Cinco da manhã, nossa passou tão rápido. Quem sabe eu passe as noites em claro. Não custa nada tentar fazer com que o tempo corra mais depressa. Escuto o primeiro pássaro cantar. Parece-me tão doce quanto o seu ‘bom dia’ rouco.

PS. E é só assistir filme romântico que dá nisso rs

domingo, 25 de outubro de 2009

Medo que da medo do medo que dá.

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

"Lá fora um grilo grita a sua despreocupação e tudo é calmo, ameno dentro dessa casa. Parece que tudo está fechado e protegido por uma redoma de vidro finíssimo e o calor torna os movimentos ainda mais pesados; mas não há calma dentro de mim. É como se um rato estivesse roendo a minha alma, e de uma maneira tão imperceptível que até parece suave. Não estou mal e também não estou bem, a coisa preocupante é que ‘não estou’."
100 escovadas antes de ir para a cama
Tolo. É desmedido. É desmedido demais. Exagerado. Chega ao ponto do ridículo, porque parece forçado. Chega ao ponto do engraçado, por ser de uma ingenuidade sem precedentes.
Tolo. A telepatia ainda não foi comprovada, e ele não sabe que seu bradar de teclas nervosas pode estar sendo em vão. Nunca cogitou a hipótese de que todas suas palavras, tão lidas, tão comentadas e celebradas têm uma enorme chance de não estarem surtindo efeito nenhum, justamente porque o destinatário está em todo lugar menos no alvo das suas flechas.
Tolo. Assim, ele estufa o peito e vai. Manda e-mail, scrap, liga, cutuca, ou grita. Ele não se importa muito com o sucesso no final da empreitada, pois sabe que o sucesso está no processo, que a emoção está na perseguição e que a resposta, na pergunta, quase sempre.
Tolo, mas um tolo que sabe que o único amor sincero, desmedido, exagerado e insensato é, curiosamente, aquele mais comum: o platônico. Mas esse mesmo amor não é dotado da capacidade de mover montanhas. A amizade sim, o amor de mãe, mais ainda. Mas o platônico não move um grão de areia. Ele termina no mesmo ponto em que começou, no quarto, no computador, na espera sem motivo e na nuvem de angústia que jamais precipita sobre a sua cabeça. O amor platônico inspira os poetas, motiva os cantores, dá rumo aos que estão perdidos, ao mesmo tempo em que os adoece, os mata, lhes borra o sentido da existência.
Tolo é aquele que, mesmo achando já ter ido longe demais, quer ultrapassar o sentido do "além". Quer ver por detrás da curvatura da terra o fim da linha, o muro, o buraco, o abismo ou a bifurcação. Não importa. Ele quer ver algo novo, que o tire da roda-viva de acordar-comer-dormir-repetir.
Tolo que procura a tolice, por julgar a coesão politicamente correta demais.
Tolo, por saber de tudo isso, inclusive dissertar prolixamente sobre tudo isso, e ainda continuar sendo, por assim dizer, um tolo.
Por Lucas Silveira

sábado, 10 de outubro de 2009

Nada de tentar entender. . .


E seus traços são mais comuns do que eu podia imaginar, a cada dia um novo rosto que vejo me remete a você, é como se um turbilhão de coisas passasse de uma só vez na minha cabeça.
Devo confessar que notar isso, serviu simplesmente para reforçar o que há tempos já sabia, você era especial, afinal se tua fisionomia era assim tão comum, se quando te vi pela primeira vez você me pareceu tão diferente dos demais, talvez em você eu tenha enxergado o tal algo mais.
Desde então e diante da impossibilidade de observar seus traços novamente me resta à memória, ou os rostos parecidos com os quais cruzo sempre em meu caminho.
Quando na verdade isso não me basta.
Será que nas nuvens eu encontro seus traços? Somente os seus.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

- Vê dezenas de doses de amnésia, grande!

Esquecer. Apagar. Tirar da memória de vez. Nascer de novo.
Feito página em branco esperando pela melhor história, pelo melhor capítulo.
Esperando grandes acontecimentos, com medo de trazer consigo a mesma lengalenga morna das outras páginas. O mesmo roteiro manjado. As falas já decoradas.
Erros de percurso. Outros rumos. Perseguições arrepiantes. Grandes explosões. Tempestades infinitas. Paixões, amores perigosos. AÇÃO. É isso que falta.
Vida. Vida. Vida.
Pulsando freneticamente nas veias.
Taquicardia, cabeça a mil.
Êxtase.

sábado, 26 de setembro de 2009

Tudo numa coisa só


E essa incansável mania de separar tudo. Não se pode gostar de coisas completamente diferentes entre si? E nesse meio louco vou me dividindo.
De repente me pego pensando, qual das garotas dentro de mim vai acordar. Qual delas sairá de casa. Sem ao menos me dar conta que essas várias personagens são tentativas, muitas vezes frustradas, de camuflar a realidade, de tentar esconder que só existe uma de mim, que uma só pessoa pode sim gostar de coisas até mesmo opostas.
Só é preciso compreender os extremos que me habitam, deixar que tudo flua sem medos, nem amarras.

Carne e Osso - Zélia Duncan&Paulinho Moska



sábado, 19 de setembro de 2009

A tal casa no campo. . .


Em algum post não muito distante... Elis, com Casa no Campo foi tema.
E hoje posso dizer, com propriedade, que tudo o que foi escrito é FATO.

Amoras como sobremesa no quintal...
árvores e mais árvores, frutas e mais frutas.
Cheiro de mato. Tranquilidade.
Sensação de desapego infinita.
Aconchego. Real importância.
Natureza. PAZ

sábado, 12 de setembro de 2009


E cá estou. Sentada. Pés na cadeira. Abraçando os joelhos. Na escrivaninha de madeira o notebook. Na cama, bem ao lado, você dorme. Parece um anjo. Não há no seu rosto um traço sequer de toda a virilidade demostrada horas atrás. Na minha frente você dorme feito menino. Já nem sei qual dos dois prefiro. O homem. Ou o garoto.
Aquele que chega de surpresa fazendo arruaça, me pegando no colo, distribuindo beijos. Ou aquele que por vezes, entra no meu carro, depois do expediente, com aquele ar sério de quem teve um dia de cão, mas mesmo assim, cavalheiro que é, pergunta sobre o meu dia e sorri quando brinco que melhor que o seu, com certeza foi. É bom ter os dois sempre por perto. Essa mistura me faz sentir uma segurança que não consigo explicar.
Hm... alguém acaba de se mexer na cama. Oh Deus, e esses olhinhos brilhando? O menino e o homem começam a se misturar no mesmo semblante. E lá vou eu tentar descobrir qual deles prefiro.


.Créditos imagem.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ela está aqui. E ela merece muito mais.




“Amigos sabem quando serão amigos, pois compartilham momentos, dão força, estão sempre lado a lado...nas conquistas, nas derrotas...nas horas boas e nas difíceis.
Amizade nem sempre é pensar do mesmo jeito, mas abrir mão de vez em quando.
Amizade é ter um irmão que não mora na mesma casa.
É compartilhar segredos, emoções, é compreensão, é diversão, é contar com alguém, sempre que precisar.
É ter algo em comum, é não ter nada em comum...é não ter nada em comum mesmo, é saber que se tem mais em comum do que se imagina.
É sentir saudade, é querer dar tempo...é dar preferência.
Amizade que é amizade nunca acaba...mesmo que a gente cresça, e apareçam outras pessoas no nosso caminho.
PORQUE AMIZADE NÃO SE EXPLICA... ELA, SIMPLESMENTE EXISTE!"
(Desconheço o autor)

Amoooor, como eu queria que o tempo passasse mais devagar quando você está aqui, e muito rápido quando vai embora, mas as coisas não são assim né?
Te amo garota tantão.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

E agora José? rs

"Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso."
Caio Fernando Abreu

E é só.
Como previsto, o pique já não é mais o mesmo.
E as responsabilidades estão crescendo, enfim. =]

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Viva!

"Meu lema é: "Não há nada bom que não possa melhorar". Sou uma otimista convicta. E minha fé nunca me abandonou. Coloquei um champanhe no gelo. Esse ato, para mim, é quase um ritual. Para favoráveis e desfavoráveis momentos. Quando as coisas não estão saindo como espero, o estampido da rolha detona um recomeço: a maré de azar que fique pra trás. E se, ao contrário, tudo vai de vento em popa, um brinde se faz sagrado. Experimente. Fazer da vida uma festa, dá outro sabor à existência.”
Verônica Volúpia

sábado, 15 de agosto de 2009

Calejada. . .

Pode ser que um dia eu me desapegue disso, que para alguns soa individualismo exagerado, para outros egoísmo, porém, talvez seja somente uma forma de proteção, um escudo que foi se fortalecendo pouco a pouco, depois de tantas tentativas de invasão, de tantos pontapés ( de boas- vindas) cheios de uma certa agressividade.
Quem sabe quando alguém chegar devagar, derretendo o gelo de mansinho, sem pressão, sem alvoroço, ignorando toda urgência do universo ao redor. Quem sabe assim, quando sentir que meu coração e intimidade não estão sendo invadidos com brutalidade, nem ameaças, cobranças, condições ou mesmo 'amores' patológicos, eu poderei enfim me desapegar dos medos.
Agora, enquanto chegarem assim, feito manada, terei na esquiva meu amparo.


Palavra de hoje.
Perdido: adj. 1. Sumido, desaparecido. 2. Extraviado. 3. Pervertido. 4. Libertino. 5. Destruído, irrecuperável. 6. Longínquo.

domingo, 9 de agosto de 2009

E eu te amo.


Pois é, você nosso quase cinquentão... aliás nosso moreno bombom quase cinquentão. =]
Pai, a gente sabe, eu sei, que as coisas novamente não andam fáceis, que mais uma vez cooperação é a palavra chave, mas eu sei também que você sabe, que por mais tímida que seja a nossa comunicação [viver numa casa com 3 mulheres, e de quebra duas cachorrAs, de fato não é moleza rs], através dela deixamos transparecer uns para os outros que aconteça o que acontecer estaremos lá, ou pelo outro.
Homem lindo das nossas vidas, essas três mulheres da sua vida só teem a agradacer por tudo que você é, e faz em nossas vidas.

PS: Feliz Dia dos Pais, geral rs

Saudade. . .

Saudade! Estranho mas hoje o dia teve cara de saudade... "cara de saudade', e quais seriam seus traços se esta pudesse ser vista? De fato não consigo imaginar, até porque para cada um com certeza ela teria uma cor , um ar, até mesmo um timbre se pudesse ser canção, aliás ela pode.
Mas isso agora pouco importa, o fato é que parece que uma simples saída de casa serviu pra despertar dezenas de lembranças, e todas sem exceção despertaram a saudade, que andava quietinha, assim escondidinha no cantinho que é reservado a ela dentro de mim.
Alguns rostos, gestos, sorrisos vistos hoje naquele calçadão, trouxeram a tona recordações que eu procurava manter adormecidas, porém mesmo elas chegando sem pedir licença numa hora, hmm como eu diria, não muito apropriada deixei que entrassem e por ali ficassem passeando, tirando sorrisos dos meus lábios, molhando meus olhos, que tinham constantemente que encontrar algum refúgio, evitando assim perguntas como: - Tata você está chorando? Ou até mesmo: - Carol, por que está assim?Você disse que queria vir conosco.
O melhor é que foi a primeira vez que eu lembrei de pessoas queridas que se foram recentemente, sem tentar buscar explicações, ignorando completamente minhas revoltas, e meus questionamentos. Pude me lembrar delas, como me lembro das pessoas que é certo que dentro de dias ou meses eu vou poder ver/tocar/sentir e assim matar, enfim, as saudades!
É fato que me recordar desta maneira, a priori me trouxe certo incomodo, como o incomodo que senti ao ler um texto que falava justamente disso, que com o passar do tempo, quem se foi [é soa estranho falar assim, mas ao mesmo tempo e com mais estranheza ainda, falar dessa forma me conforta, e não, eu não sei explicar por que] passa a ser lembrado somente em duas datas, ou vez ou outra, por algum motivo como o de hoje por exemplo, é talvez.
Quando o incomodo me deixou, pude sorver aquele sentimento por completo, foi como se fosse a primeira vez que eu realmente estivesse sentindo saudades delas, como se pela primeira vez depois de todo esse tempo eu pudesse enfim me conectar a elas de certo modo, foi como se de onde quer que estejam elas pudessem sentir o que eu sentia.

Palavra de hoje.
Saudade: sf. 1. Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoa ou coisa distante ou extinta. 2. Pesar pela ausência de alguém que nos é querido.



quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Longe da urgência

Não, eu não sou nem pretendo aprender a ser o centro das atenções. Não é de mim. Nem para mim.
Não creio que diante disso o que ficará pra mim seja resto, seja pouco. Será o necessário para viver.
Não quero disputar com uma porção de grandes leões lá fora, já me bastam os que existem dentro de mim.
Não compartilho do modo de vida urgente que a maioria leva, embora saiba ser quase impossível evitá-lo.
Porém volto a dizer, não o quero. Não é para mim...
Eu quero uma casa no campo... onde eu possa plantar meus amigos/ Meus discos e livros/ E nada mais

Palavra de hoje.
Tranquilidade: s.f 1. Estado do que permanece tranquilo. 2. Sossego; quietação; paz; serenidade.
Casa no Campo - Elis Regina


.Créditos imagem.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Só pra constar

Inimigos Públicos

Devo dizer que adorei o filme!
Sem saber se foi fiél ou não, se inventou lorota pra fantasiar ou coisa assim.
["Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação"(Charles Chaplin)]
Eu gostei, me encantei com Johnny Depp em várias cenas e só pra variar gostei de toda aquela seriedade de Christian Bale.
Sem contar na trilha sonora, que mal assisti o filme, já estava eu caçando as músicas.
PERFEITO

Ten Million Slaves - Otis Taylor

domingo, 2 de agosto de 2009

Efêmero/Intenso



"(...) E meu coração ficou trancafiado em uma cela gelada, e era perigoso destruí-la de um golpe só: o coração ficaria danificado para sempre.
Mas depois veio o sol, não esse sol siciliano que queima, que cospe fogo, que cria incêndios, mas um sol suave, discreto, generoso, que derrete o gelo devagar, evitando assim que a minha alma árida se inunde de repente”.
100 escovadas antes do ir para a cama.

Pois é disso que eu sempre falo, me encantam as histórias de filme em que tudo acontece de forma intensa, porém a fómula intenso + efêmero = ideal não é pra mim, essa coisa de 'chegar chegando', tomando posse modificando tudo, definitivamente não é para mim. Embora eu declare em alto e bom som que não sou adepta da instituição: casamento, acredito sim em monogamia e gosto da ideia de ser estrela ao invés de cometa, é parece estranho mas li isso uma vez em algum lugar e passei a refletir desde então, ser cometa [passar, deixando ou não rastros, mas passar] não é pra mim, gosto da ideia de ser estrela, de criar laços, já dizia Saint-Exupéry. Desde que esses laços sejam criados com calma, como um sol suave, de forma que sejam duradouros e intensos também, por que não, mas à maneira deles.
Fim



Palavra de hoje.
Esperança: sf 1. Ato de esperar o que se deseja. 2. Expectativa. 3. Fé em conseguir o que se deseja. 4. O que se espera ou deseja. \o/
Tiziano Ferro - Il Regalo Più Grande

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Como e quando for


Ela lê escritos de outrem. Ela ouve as músicas favoritas de todos.
Ela sente
falta da época na qual caneta e papel nas mãos lhe traziam paz.
Ela pensa em voltar a escrever, em inventar histórias dessa vez.
Sim. Porque cart
as chorosas de amor ela já não pode fazer. Não há destinatário para elas.
Ou talvez exista. Talvez em algum lugar exista alguém que espere por palavras como aquelas escritas nas antigas cartas.
Porém esse alguém talvez acredite ser tola sua espera, por duvidar que exista, nos dias de hoje, quem possa escrevê-las.
Ela voltará a escrever. Como e quando for.

Ela voltará a escrever. Para quem ou por quem for.
Ela voltará a escrever. Pelo simples desejo de sentir a mesma paz.

Palavra de hoje.
Proscênio: sm 1. a frente do palco. 2. O palco.
Can't Smile Without You - Barry Manilow