Despertei. Parece-me que foi um pesadelo. Um vilarejo. Suspeita de um serial killer. No rádio-relógio três e quarenta. ”Amanhã ainda é terça-feira” é tudo o que eu consigo pensar. Faltam 4 dias e nove horas. No caminho até a cozinha decido qual será o chá. Hortelã. É, essas cadeiras precisam mesmo de uma reforma. A cozinha está quente. Talvez na sacada da sala esteja melhor. Essa brisa. Algo nela me lembra você. Faltam 4 dias, 8 horas e 30 minutos. Ela é leve, mas sua firmeza me refresca. Há estrelas diferentes no céu hoje. Só duas ou três parecem brilhar de verdade, o restante parece se aproveitar da luminosidade das outras. Até no céu isso acontece? Rodopio no ar, sem tirar os pés do chão, até parar em frente ao relógio de madeira, na parede amarela da sala. Cinco da manhã, nossa passou tão rápido. Quem sabe eu passe as noites em claro. Não custa nada tentar fazer com que o tempo corra mais depressa. Escuto o primeiro pássaro cantar. Parece-me tão doce quanto o seu ‘bom dia’ rouco.
PS. E é só assistir filme romântico que dá nisso rs
