sábado, 7 de novembro de 2009

Sei lá. . .

É estranho sair de casa, encontrar com conhecidos, do tipo que denominamos conhecer de vista, e ver que você estava certa por não fazer parte da porção feminina, da época do ensino fundamental, que passava tardes a fio chorando por não ser tão popular quanto as garotas (hoje conhecidas de vista) do ensino médio.

Ta, não que fosse preciso ser um Einstein para descobrir o fim que teriam, as tais populares, mas eu me orgulho de ter tido personalidade o suficiente para nunca me deixar abalar.

Festas que mais pareciam bacanais? Ser objeto na mão de acéfalos? Viver rodeada de acéfalos? Arranjar confusão por falsos amigos? Entre outros absurdos, considerados o ápice de uma bela vida social... Não obrigada.

É estranho cruzar com as meninas da época e ver seus corpos deformados pelas várias gestações, ou mesmo os meninos absurdamente acabados pelo uso abusivo de tudo o que fosse o mais prejudicial possível ao corpo/saúde. Mas a ‘deformação’ mais gritante, por incrível que pareça, não é a exterior, e sim a interior que fica evidenciada, nos olhares cabisbaixos, por exemplo, na expressão de cansaço ou (e principalmente) amargura. Agora me diz, serviu de alguma coisa viver sem pensar, nem um instante sequer, no amanhã?


PS. sei que são N os motivos (relevantes ou não) que envolvem o exposto acima, mas deu vontade de escrever e ponto. ; )